ARTIGO FINAL
Trabalho apresentado pelo aluno Henrique Luis da Silva Oliveira ao programa de graduação em Física, disciplina EDC266 Introdução a Informática na Educação, Universidade Federal da Bahia como avaliação conclusiva.
Orientadora: Profª. Maria H. Bonilla, Adriane Halmann
Salvador
2005
MENSAGEM
DEUS
Ele manda o nascer do sol a cada manhã.
A qualquer momento que quisermos conversar,
Ele nos escuta.
Ele pode morar em qualquer lugar do universo, mas
Ele escolheu o nosso coração.
Deus não prometeu dias sem dor,
risos sem sofrimento,
sol sem chuva, mas...
Ele prometeu força para o dia,
conforto para as lágrimas e
luz para o nosso caminho.
APRESENTAÇÃO
As novas tecnologias possibilitam à educação transmissão e formação de novos conceitos e idéias. Concepções estas que exigem uma nova postura por parte de todos os envolvidos no processo educacional. Como aluno concluinte do curso de licenciatura em física pela Universidade Federal da Bahia, matriculado na disciplina Informática aplicada na educação (EDC266), venho através deste artigo tentar relatar alguns conhecimentos adquiridos durante as nossas aulas com as professoras Maria Helena Bonilla e Adriane Lizbehd Halmann (tirocínio) Posso afirmar que esta disciplina possuiu uma parcela significativa na minha formação como professor de forma a ser um diferencial em nossa sociedade e poder contribuir para uma melhor educação visto que, o nosso país deixa muito a desejar em respeito a este item de fundamental importância em nossas vidas.
SUMÁRIO
· INTRODUÇÃO
· TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
· INTERATIVIDADE
· NOSSA REALIDADE
· CONCLUSÃO: NOSSO PAPEL COMO EDUCADORES
· BIBLIOGRAFIA
INTRODUÇÃO
As tecnologias estão provocando profundas mudanças em todas as dimensões da nossa vida, colaborando, sem dúvida, para modificar o mundo.
Os mecanismos de expansão do capitalismo acelera, a difusão das tecnologias. Por isso há interesse em ampliar o alcance da sua difusão, para poder atingir o maior número possível das pessoas economicamente produtivas.
É possível criar usos múltiplos e diferenciados para as tecnologias. Nisso está o seu encantamento, o seu poder de sedução. Os produtores pesquisam o que nos interessa e o criam, adaptam e distribuem para aproximá-lo de nós. A sociedade, aos poucos, parte do uso inicial, previsto, para outras utilizações inovadoras ou inesperadas. Podemos fazer coisas diferentes com as mesmas tecnologias.
Há um novo re-encantamento, porque estamos numa fase de reorganização em todas as dimensões da sociedade, do econômico ao político; do educacional ao familiar. Percebemos que os valores estão mudando, que o referencial teórico com o qual avaliávamos tudo não consegue dar-nos explicações satisfatórias como antes. Procuramos o nosso espaço diferencial dentro da padronização mundial tanto no nível de país como no individual. Mudanças que as tecnologias de comunicação favorecem
Cada tecnologia modifica algumas dimensões da nossa inter-relação com o mundo, da percepção da realidade, da interação com o tempo e o espaço.
Cada inovação tecnológica bem sucedida modifica os padrões de lidar com a realidade anterior, muda o patamar de exigências do uso.
A comunicação torna-se mais e mais sensorial, mais e mais multidimensional, mais e mais não linear. Cabe a nós professores sempre estarmos atentos e atualizados a todas estas modificações que com certeza crescem de forma exponencial.
TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
As tecnologias de comunicação não mudam necessariamente a relação pedagógica. As tecnologias tanto servem para reforçar uma visão conservadora, individualista como uma visão progressista. O orientador autoritário utilizará o computador para reforçar ainda mais o seu controle sobre os outros. Por outro lado, uma mente aberta, interativa, participativa encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação.
As tecnologias de comunicação não substituem o professor, mas modificam algumas das suas funções. A tarefa de passar informações pode ser deixada aos bancos de dados, livros, vídeos, programas em CD. O professor se transforma agora no estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por buscar a informação mais relevante. Também coordena o processo de apresentação dos resultados pelos alunos. Depois, questiona alguns dos dados apresentados, contextualiza os resultados, os adapta à realidade dos alunos, questiona os dados apresentados. Transforma informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria -o conhecimento com ética.
As tecnologias permitem um novo encantamento na escola, ao abrir suas paredes e possibilitar que alunos conversem e pesquisem com outros alunos da mesma cidade, país ou do exterior, no seu próprio ritmo. O mesmo acontece com os professores. Os trabalhos de pesquisa podem ser compartilhados por outros alunos e divulgados instantaneamente na rede para quem quiser. Alunos e professores encontram inúmeras bibliotecas eletrônicas, revistas on line, com muitos textos, imagens e sons, que facilitam a tarefa de preparar as aulas, fazer trabalhos de pesquisa e ter materiais atraentes para apresentação. O professor pode estar mais próximo do aluno. Pode receber mensagens com dúvidas, pode passar informações complementares para determinados alunos. Pode adaptar a sua aula para o ritmo de cada aluno. Pode procurar ajuda em outros colegas sobre problemas que surgem, novos programas para a sua área de conhecimento. O processo de ensino-aprendizagem pode ganhar assim um dinamismo, inovação e poder de comunicação inusitados.
É frustrante, por outro lado, constatar que muitos só utilizam essas tecnologias nas suas dimensões mais superficiais, alienantes ou autoritárias. O re-encantamento, em grande parte, vai depender de nós orientadores.
INTERATIVIDADE
O termo interatividade resume, de certa forma, tudo o que de diferente é atribuído às novas tecnologias da informação e da comunicação por diferentes autores em função das suas posições teóricas.
No seu livro ``Cibercultura'', Pierre Lévy (1997) aborda a interatividade como um problema, justificando isso porque o termo é usado muitas vezes a torto e a direito sem saber de que se trata.
Pierre Lévy fala de diferentes tipos de interatividade que vão, respectivamente, da mensagem linear -- através de dispositivos que variam desde a imprensa, rádio, TV e cinema até as conferências eletrônicas -- até a mensagem participativa -- através de dispositivos que variam dos videogames com um só participante até a comunicação em mundos virtuais envolvendo negociações contínuas.
Sem considerar que o autor resolveu totalmente o problema, fica claro, porém, que o que caracteriza a interatividade é a possibilidade -- crescente com a evolução dos dispositivos técnicos -- de transformar os envolvidos na comunicação, ao mesmo tempo, em emissores e receptores da mensagem. Em outros termos, muda o conceito de comunicação. Se essa mudança é devida, em parte, à evolução técnica que possibilita cada vez mais a participação dos agentes, o direcionamento da evolução técnica tem também a ver com os novos conceitos de comunicação e de agente da comunicação. Ao tornar possível o que antes era só desejável -- refirimo-nos, exclusivamente, à relação, no conceito clássico da comunicação, entre o canal ou veículo de transmissão e a mensagem -- a tecnologia viabilizava um outro conceito de comunicação; mas não seria totalmente correto afirmar que essa mudança foi produzida, unicamente ou fundamentalmente, pela evolução tecnológica, uma vez que, mesmo usando os ``novíssimos'' avanços tecnológicos, ainda existem cientistas que trabalham com o antigo conceito de comunicação.
As estruturas técnicas de rede permitem implementar formas novas e mais complexas de interação social, fazendo emergir a possibilidade da troca imediata no ciberespaço. Dessa forma, os indivíduos tornam-se, ao mesmo tempo, receptores e emissores, produtores e consumidores de mensagens
O processo educacional, presencial ou mediado por essas novas tecnologias, passa a adquirir dimensões que, se não são totalmente novas podem agora ser profundamente inovadoras. As relações educativas tornam-se pluridirecionadas e dinâmicas, possibilitando a todos os interessados interagir no próprio processo, rompendo com velhos modelos pedagógicos que só conhecem a comunicação unilateral que privilegia o emissor, ou seja, o professor onisciente e onipotente desconsiderando as peculiaridades do receptor, ou seja, do aluno. O velho receptor deixa de ser aquele que deve apenas aceitar ou não a mensagem proposta pelo professor para tornar-se sujeito da própria educação numa comunidade educacional interativa.
NOSSA REALIDADE
Apesar de a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em vigor desde 1996, já preconizar a necessidade da "alfabetização digital" em todos os níveis de ensino, do fundamental ao superior, o censo escolar do Ministério da Educação (MEC), realizado em 1999, revelou que apenas 3,5% das escolas de ensino básico tinham, naquele ano, acesso à Internet, e cerca de 64 mil escolas do país não tinham sequer energia elétrica. Nos últimos anos, esse quadro está mudando, com iniciativas governamentais a nível federal, estadual e municipal, além de apoios privados e do terceiro setor, mas a exclusão digital nas escolas brasileiras ainda é grande.
Falar em inclusão digital na educação, não basta instalar computadores em escolas públicas. É preciso capacitar o professor para que ele transforme a sua aula utilizando a ferramenta digital. Além disso, seria preciso manter o laboratório de informática permanentemente aberto, com um profissional que o assumisse e ficasse responsável pela alfabetização digital. Primeiro, é preciso quebrar a barreira do acesso. Depois, é preciso manter esse acesso.
É fundamental a instalação de laboratórios de informática com acesso à Internet nas escolas públicas, com uma estratégia de uso público fora dos horários das aulas, mas sem perder de vista uma perspectiva futura.
De acordo com o MEC, apesar de o número de computadores instalados nas escolas até 2002 ter ficado abaixo das metas estabelecidas pelo governo anterior, a capacitação de professores superou as expectativas. Essa também tem sido uma preocupação nas iniciativas de estados e municípios. Em Recife, por exemplo, existe um programa municipal de formação continuada de professores para trabalhar nas 70 escolas que possuem laboratórios de informática. A Secretaria de Educação da capital pernambucana também fez uma parceria com uma associação francesa para inclusão digital de crianças em idade de alfabetização, através de correspondência com estudantes de outros países. E a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, que lançou o Projeto de Inclusão Digital do estado, estabeleceu parcerias com a Empresa de Infovias, provedor de acesso à Internet do governo estadual, e com empresas da iniciativa privada, como a First International Computer (Fic) do Brasil, com o objetivo de atender cinco mil escolas em 150 cidades mineiras, sem custo algum para o governo.
O que observamos no dia a dia é a pouca utilização das tecnologias pelos professores. Nas escolas os laboratórios ficam fechados por não ter quem saiba manejá-lo e quando tem o número de computadores é insuficiente ou uma série de outros obstáculos são colocados para dificultar o acesso. Os professores acham que são os donos do saner e senhores da razão num universo imutável e acabado não utilizando a potencialidade das tecnologias no processo educativo.
CONCLUSÃO: NOSSO PAPEL COMO EDUCADORES
As novas educações juntamente com as tecnologias são um novo caminho para que possamos repensar numa nova forma de educar. A educação não pode ser vista de forma linear e sim devemos observar que existem várias ramificações serem exploradas.
Nós ao decorrer do nosso curso podemos verificar que um pouco de esforço de cada um de nós podemos ser um diferencial em nossa sociedade. Educar segundo Paulo Freire “ é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades.”
Podemos transformar a sala de aula num ambiente interativo facilitador da aprendizagem,onde calcular e argumentar sejam as ferramentas de interação lúdica entre os alunos e seus objetos de reflexão e pesquisa.
O papel do professor, encorajando os alunos a fazerem conexões com eventos externos ao mundo da simulação, descobrindo a ligação entre a situação vivida e os conteúdos curriculares servindo como analogias úteis e ajudando os alunos a tomar decisões.
BIBLIOGRAFIA
· "A Sociedade Informática", de Adam Schaff (Unesp e Brasiliense)
· "Powershift - As Mudanças do Poder", de Alvin Toffler (Record)
· "Educação Para o Futuro", Edmée Nunes Salgado et al (Senac)
· "Na Vida Dez, Na Escola Zero", David Carraher et al (Paz e Terra)
· "Critical Thinking in Classroom", de David Dockterman (Tom Snyder Productions)
· Gardner, Howard. As estruturas da mente. Porto Alegre, Editora Artes Médicas, 1994.
· Moran, José Manuel. Interferências dos Meios de Comunicação no nosso Conhecimento. INTERCOM Revista Brasileira de Comunicação. São Paulo, XVII (2):38-49, julho-dezembro 1994.
· Negroponte, Nicholas. A vida digital. São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
· Postman, Neil. Tecnopólio; A rendição da cultura à tecnologia.São Paulo, Nobel, 1994.
· Recoder, Maria-José et alii. Informação Eletrônica e Novas Tecnologias. São Paulo, Summus, 1995.
· Chermann Maurício;Bonini,Luci Mendes. Educação a distância: novas tecnologias em ambientes de aprendizagem pela Internet. Universidade Braz Cubas,Mogi das Cruzes
